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O fim do mundo está na moda. Enquanto a humanidade corre pra salvar o que resta do planeta, o cinema se encarrega de destruí-lo. O filme 2012 está em cartaz no mundo todo, e gera polêmica ao falar sobre uma possível lenda Maia sobre o fim do planeta Terra, no ano de 2012.
Mas muito antes de estrear nas salas de cinema, o fim do mundo já estava nas letras de muitas canções. Bob Dylan em sua Talkin’ World War III Blues já cantava sobre uma possível 3ª Guerra Mundial que iria destruir o planeta.
Um pouco mais atual, a música It’s The End Of The World As We Know It do R.E.M, fala sobre o fim do mundo de uma maneira mais semelhante a temática 2012, através de um desastre natural.
Antes da humanidade se assombrar (ou rir) com a premodição dos Maias para o fim dos tempos, a data marcada para a destruição da terra, era o ano 2000. Quase 10 anos se passaram desde esse ano, e nada aconteceu. Mas Prince, em sua música 1999 relata seu último dia na Terra na virada para o ano 2000.
Metáforas ou não, o fim do mundo sempre foi algo recorrente dentro das artes. Afinal, não dizem que é para isso que serve arte: para tentar resolver coisas mal-resolvidades na humanidade? E o que há de mais mal-resolvido do que a própria morte, não é mesmo?
Enquanto isso, em vez de nos preocuparmos com essas questões fundamentológicas, vamos seguir o exemplo de Dinho Ouro Preto e sua Natasha “O mundo vai acabar, e ela só quer dançar…”
Por Fabrício Teixeira
Para dar continuidade ao tema apocalíptico proposto pela colega, tenho que voltar ao passado. Já em 2009, a marca Reserva desfilou no São Paulo Fashion Week em favor do entendimento entre os membros de diferentes crenças, objetivando a paz definitiva entre os povos. Culturas Judaicas Ortodoxas e Africanas se misturam na passarela através de suas crenças e costumes.
Na época, Rony Meisler, o estilista da marca, declarou que “o homem Reserva é pós-apocalíptico, um verdadeiro sobrevivente pela sua capacidade de ser feliz, de entender as diferenças entre os povos e de amar o próximo.” A comunidade judaica Etíope, composta de judeus ortodoxos negros foi um exemplo vivo para Rony.
Diferente dos judeus ortodoxos que vestem cores escuras, eles são adeptos de roupas coloridas e costumam rezar ao som do reggae. A imagem de felicidade e prosperidade dos etíopes e a sua capacidade de aceitar diferentes culturas foi o forte para a construção da coleção.
O que usam estes homens
A calça saruel é realmente o hit do inverno e se confirma também para o masculino da Reserva. Suéteres e casacos amplos em tricô são pesados e ultracoloridos. Os fios ganharam tingimentos irregulares e foram tecidos no ponto meia malha. Jaquetas pesadas foram trabalhadas nas técnicas de matelassê e aplicações de vinil nos recortes e bolsos.
Maquiagem traduz trajetória árdua
Figura de sobrevivente do fim do mundo: aspecto empoeirado, suado e displicente. O blush terroso ainda deu aspecto de rostos queimados e maltratados pelo sol.
Curiosidade
O personagem Impostor, do Pânico na TV, invadiu o desfile e se passou por modelo. Calmamente, aplaudindo e sorrindo, percorreu toda a passarela e saiu intacto. Se não foi combinado, foi o fim do mundo para seguranças e organizadores envolvidos. Confira o vídeo com todos os looks e a aparição do intruso, nos últimos minutos:
Por Eduardo Pedroso





