Vampiros nunca estiveram tão na moda. E não só por estarem em cinemas, séries de TV e livros. A aura de monstros tão belos, pálidos e fashion ganhou proporções muito maiores com a saga Crepúsculo.

O vampiro é o novo James Dean. De jaquetas de couro, passando por coturnos pretos, a meia arrastão o universo da moda sempre foi inspirado pelos tons sombrios dessa lenda.

Vampiros viram editorial de moda em grandes revistas

Em Crepúsculo, além dos galãs, o visual da vampira Alice, interpetada por Ashley Greene, tem chamado a atenção. Com roupas mais sóbrias, em cores neutras e apagadas, como o cinza e o preto,o figurino abusa de vestidinhos, boleros e leggings, dando ar feminino ao look. A personagem tem ainda uma personalidade mais tradicional que se reflete na escolha pela calça clássica, camisa branca e colete para ganhar um ar mais refinado, mas, ao mesmo tempo, despojado.

Já em 2002, Renato Loureiro havia desfilado a coleção Vampiros Urbanos na São Paulo Fashion Week. As roupas do designer não saíram do clichê que constroi o mito vampiresco: o preto foi a cor predominante combinado ao branco, roxo e vermelho sangue – óbvio. Tudo Halloween demais na minha opinião.

Assista ao desfile de Renato Loureiro aqui.

Por Cristina Arikawa

Desconhecidos no Brasil até o início desse ano, a banda britânica Muse vem conquistando os fãs brasileiros. O motivo do sucesso do grupo no país, é a nova mania entre as (e alguns os) adolescentes: a saga Crepúsculo.

Possuíndo faixas nos dois filmes produzidos pela série, em Crepúsculo ‘Supermassive Black Hole‘ e em Lua Nova ‘I belong to you‘ (ainda sem clip oficial), o Muse vem pegando carona na febre dos filmes, e conquistando os fãs da série.

Mas muito se engana quem pensa que a banda  teve sorte de principiante. Desde 1994, o Muse já vem fazendo sucesso em seu país natal, e virou figura garantidada entre as principais paradas inglesas.

Composta por Matthew Bellamy (vocal, guitarra e piano), Christopher Wolstenholme (baixo, segunda voz e teclado) e Dominic Howard (bateria e percurssão), a banda já consquistou vários prêmios importantes ao longo da carreira, incluindo 5 MTV Europe Music Awards, o terceiro lugar na lista “Álbuns do Ano” da NME em 2006, e o total de 8 milhões de cópias vendidas no mundo inteiro.

Não por menos, uma de suas maiores fãs é, sem coincidências, a escritora Sthefanie Meyer, criadora da saga Crepúsculo, que faz questão de colocar o Muse para embalar a trama de seus personagens no cinema.

Por Fabrício Teixeira

Sem grandes surpresas: o longa-metragem sequência do hit vampiresco Crepúsculo, Lua Nova, bateu recorde de bilheteria nos cinemas brasileiros com 1,4 milhões de ingressos vendidos. Segundo o G1, o filme que estreou na sexta-feira (20) superou A Era do Gelo 3 como melhor estreia do ano.

E não é só aqui no Brasil que vampiros, lobisomens e meninas que não sabem se querem vampiros ou lobisomens estão alcançando grandes números. Só nos três primeiros dias de exibição nos EUA foram US$ 140,7 milhões arrecadados. No mundo inteiro, o número sobe para US$ 258,8 milhões.

E isso só nos cinemas. Saia na rua e conte quantas capas de revista estampam os rostos do trio Robert Pattinson (Edward Cullen – vampiro), Kristen Stewart (Bella – indecisa) e Taylor Lautner (Jacob – lobisomem). Isso sem contar as matérias, os posteres, os sites e os blogs espcecializados na saga criada por Stephanie Meyer.

Robert Pattinson, Kristen Stewart e Taylor Lautner: triângulo amoroso teen do momento

Robert Pattinson, Kristen Stewart e Taylor Lautner: triângulo amoroso teen do momento

É. Digam o que quiserem, mas febre teen quando pega, rende. Ô, se rende. Fica a dica, então: faculdade para quê? Junte sua criatividade, escreva um best seller teen e espere Hollywood bater a sua porta. É dinheiro na certa.

Por Cristina Arikawa

O fim do mundo está na moda. Enquanto a humanidade corre pra salvar o que resta do planeta, o cinema se encarrega de destruí-lo. O filme 2012 está em cartaz no mundo todo, e gera polêmica ao falar sobre uma possível lenda Maia sobre o fim do planeta Terra, no ano de 2012.

Mas muito antes de estrear nas salas de cinema, o fim do mundo já estava nas letras de muitas canções. Bob Dylan em sua Talkin’ World War III Blues já cantava sobre uma possível 3ª Guerra Mundial que iria destruir o planeta.

Um pouco mais atual, a música It’s The End Of The World As We Know It do R.E.M, fala sobre o fim do mundo de uma maneira mais semelhante a temática 2012, através de um desastre natural.

Antes da humanidade se assombrar (ou rir) com a premodição dos Maias para o fim dos tempos, a data marcada para a destruição da terra, era o ano 2000. Quase 10 anos se passaram desde esse ano, e nada aconteceu. Mas Prince, em sua música 1999 relata seu último dia na Terra na virada para o ano 2000.

Metáforas ou não, o fim do mundo sempre  foi algo recorrente dentro das artes. Afinal, não dizem que é para isso que serve arte: para tentar resolver coisas mal-resolvidades na humanidade? E o que há de mais mal-resolvido do que a própria morte, não é mesmo?

Enquanto isso, em vez de nos preocuparmos com essas questões fundamentológicas, vamos seguir o exemplo de Dinho Ouro Preto e sua Natasha “O mundo vai acabar, e ela só quer dançar…”

Por Fabrício Teixeira

Para dar continuidade ao tema apocalíptico proposto pela colega, tenho que voltar ao passado. Já em 2009, a marca Reserva desfilou no São Paulo Fashion Week em favor do entendimento entre os membros de diferentes crenças, objetivando a paz definitiva entre os povos. Culturas Judaicas Ortodoxas e Africanas se misturam na passarela através de suas crenças e costumes.

Na época, Rony Meisler, o estilista da marca, declarou que “o homem Reserva é pós-apocalíptico, um verdadeiro sobrevivente pela sua capacidade de ser feliz, de entender as diferenças entre os povos e de amar o próximo.” A comunidade judaica Etíope, composta de judeus ortodoxos negros foi um exemplo vivo para Rony.

Diferente dos judeus ortodoxos que vestem cores escuras, eles são adeptos de roupas coloridas e costumam rezar ao som do reggae. A imagem de felicidade e prosperidade dos etíopes e a sua capacidade de aceitar diferentes culturas foi o forte para a construção da coleção.

O que usam estes homens

A calça saruel é realmente o hit do inverno e se confirma também para o masculino da Reserva. Suéteres e casacos amplos em tricô são pesados e ultracoloridos. Os fios ganharam tingimentos irregulares e foram tecidos no ponto meia malha. Jaquetas pesadas foram trabalhadas nas técnicas de matelassê e aplicações de vinil nos recortes e bolsos.

Maquiagem traduz trajetória árdua

Figura de sobrevivente do fim do mundo: aspecto empoeirado, suado e displicente. O blush terroso ainda deu aspecto de rostos queimados e maltratados pelo sol.

Curiosidade

O personagem Impostor, do Pânico na TV, invadiu o desfile e se passou por modelo. Calmamente, aplaudindo e sorrindo, percorreu toda a passarela e saiu intacto. Se não foi combinado, foi o fim do mundo para seguranças e organizadores envolvidos.  Confira o vídeo com todos os looks e a aparição do intruso, nos últimos minutos:

Por Eduardo Pedroso

2012_poster

É, parece que o fim do mundo levou o povo para os cinemas. Segundo o portal G1, o filme 2012 arrecadou a maior bilheteria do fim de semana: US$ 225 milhões no mundo todo, o que faz da película apocalíptica a melhor estreia para um filme original sem franquia e não baseada em livros – isso até a estreia de Lua Nova, essa semana.

E no meio desses US$ 225 milhões estavam os meus 11 reais saídos da carteira do meu namorado. Entrei na sessão e sentei munida de pipoca e guaraná, um programa legal e muita expectativa diante da morte da Terra como a conhecemos. Me desculpem os piratas, mas 2012 simplesmente não é filme que se vê em casa. A sala de cinema fica pequena perto de tanto prédio, ponte, casa e donuts gigantes (!!!) desmoronando. Quando a catástrofe toda começa, respirar fica para segundo plano. E quando finalmente pensamos que o pior passou e poderemos engolir a pipoca: TSUNAMI! Sim, com letras garrafais proporcionais ao tamanho da onda.

Mas, claro, que isso tudo já se viu em outros títulos de Roland Emmerich – diretor de fins do mundo como Independence Day e O Dia Depois de Amanhã. Só que agora, segundo o próprio Roland, a intenção é levar o espectador a questionamentos sobre a natureza humana, a ganância, o humanismo e a solidariedade. Tudo isso, claro, cercado de muita explosão, desabamentos e TSUNAMI.

Não vou dar grandes pitacos a respeito de roteiro, enredo e diálogos. Não entendo nada disso e não quero falar bobagem. Na minha mais singela e leiga opinião, o filme constroi a história de uma maneira bem feita, mas que não foge do estereótipo desse tipo de filme. Os efeitos são algo a parte que por si só já valem o filme e Jackson Curtis, personagem de John Cusak é, provavelmente, o melhor motorista da história do cinema. Pronto. Parei.

Director Roland Emmerich, John Cusack and Chiwetel Ejiofor attend 2012 photocall at the Kursaal Palace during the 57th San Sebastian International Film Festival on September 24, 2009 in San

Diretor Roland Emmerich, John Cusack e Chiwetel Ejiofor.

Não, não vou contar o filme, mas uma coisa me incomoda nesse fim do mundo proposto em 2012: no futuro, após o fim derradeiro – sim, porque há vida depois de 2012 -, não há um sobrevivente sequer latinoamericano. Colombianos, chilenos, brasileiros? Pf, esqueça. Gaúchos, então? Nada. Segurem-se às suas bombachas, pois, se o filme está certo, de 2012 não passamos. Sim, ok, arcas no melhor estilo “Noé 2.0” são criadas, mas nós não entramos nelas. Porque:

1 – Apenas os líderes do G8 sabem da sua existência (ou seja, se te consola, nem Lula se salvava)

2 – Cada ingresso da arca valia 1 bilhão de Euros por pessoa

3 – Mesmo que você tivesse o dinheiro, quem disse que alguém ia avisar a você, um reles brasileirinho da gema, sobre as tais arcas?

Pois é, o filme é bom, vale o ingresso e te leva a pensar. Mas o  Cristo Redentor caiu, chimarrão para quê e espanhol é uma língua que provavelmente morreu junto com a Xuxa. O português nem se fala (literalmente). Acho que essa é a nossa sina, afinal. Somos todos hermanos, mas na hora do “salve-se quem puder”, no, we can’t.

Agora, passo a bola para meus coleguinhas! Desculpem, me empolguei, mas com 2012 chegando resolvi falar demais do que ficar sem ser ouvida! ;)

Postado por Cristina Arikawa

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